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25 . Março

10 tendências nas mídias sociais para 2019

A Kantar Media, uma das líderes em inteligência de mídia no mundo, divulgou seu quinto relatório anual sobre as tendências em mídias sociais para 2019. São 10 tópicos que ajudam a entender as mudanças no ambiente que abriga 40% da população mundial.

1. O modelo de negócios repensado



Quase 20% da publicidade digital no mundo está concentrada no Facebook. Embora a receita deva subir para 70 bilhões de dólares, os recentes escândalos de abuso dos dados do usuário acenderam o sinal vermelho, uma vez que 98% de sua receita provém de anúncios direcionados – e consequentemente, de coleta de dados.

Por isso, as empresas estão começando a repensar seu modelo de negócio. O próprio Facebook está testando modelos de grupos pagos e estuda a possibilidade de assinatura. O Twitter também embarcou nos testes, e o Linkedin já cobra do usuário há algum tempo. Estes modelos afetam diretamente a quantidade de publicidade que é mostrada ao usuário.


2. O estouro da bolha



Os algoritmos surgiram para facilitar a seleção do que aparece – e como aparece – para o usuário. Acontece que a ferramenta começou a criar bolhas, em que quanto mais usamos, mais segmentada fica. O conteúdo que você provavelmente não concorda, fica invisível. O problema é a radicalização que isso pode tomar. Um recente estudo mostrou como o YouTube impulsionou grupos terraplanistas, por exemplo.

O grande problema disto é que a maneira e a ordem que recebemos as informações influenciam em nossas decisões. E a seleção algorítmica não consegue detectar fake news, por exemplo. A junção disto é explosiva.

O Twitter lançou a opção de desabilitar o algoritmo. O Google está testando anúncios sem personalização. E mesmo o YouTube anunciou que seu novo aplicativo seria não-algorítmico.

Neste contexto, a publicidade tende a ficar menos segmentada. Um ponto ainda fica em aberto: o Facebook privilegia amigos e familiares em nosso feed. Com mudança no algoritmo, que afeta diretamente a publicidade, esta função pode ser revertida, devolvendo a relevância das páginas na linha do tempo.


3. Uma rede para o cliente



O conceito surgiu em 2015, quando a Lancôme lançou sua plataforma de rede social para seus consumidores. Não vingou, mas no final de 2017, uma série de empresas começou a testar mais seriamente a ideia. Inclusive a Amazon.

O intuito, é claro, não é desbancar o Facebook ou qualquer outra gigante, mas estabelecer uma rede de compartilhamento entre os próprios clientes. Com tantas restrições nas redes sociais “tradicionais”, pode ser uma alternativa para este jogo duro.


4. Entra o Social Commerce



Mesmo com mudanças na estrutura e querendo depender menos da verba de anúncios, as grandes redes sociais entendem que a venda de produtos é muito necessária. O Pinterest tem investido pesado para facilitar a compra do usuário, seja em parceria com a Amazon ou juntando vendedor e cliente.

O Instagram e o Snapchat são outros exemplos de redes que começaram a focar nas vendas. O próprio Facebook já dispõe de ferramentas assim há algum tempo, procurando por um modelo definitivo.


5. Parcerias estratégicas prosperam



O ritmo de aquisições de pequenas empresas por grandes redes diminuiu bastante. Mas isso não quer dizer uma quantidade menor de inovação. Na verdade, é exatamente o contrário.

As novidades estão concentradas agora mais em serviços, o que significa menor tecnologia, mas mais utilidade ao usuário final. O Facebook buscou no mercado uma desenvolvedora para integrar suas plataformas de mensagem. O YouTube começa a entrar no ramo de ingressos dos EUA. E o Instagram experimenta um serviço de reservas em restaurantes.

Há muito mais em disputa. Com essas movimentações, as redes ficam cada vez mais “sociais”. O resultado pode ser muito interessante para sua empresa.


6. O desgaste do influenciador de marca



Influenciadores funcionam porque sua relação com o público é boa. Essa é sua moeda. Mas quando ela é usada demais, pode ficar desgastada. Isso aconteceu com vários nomes, que acabaram aceitando propostas diversas, em áreas que, muitas vezes, não tinham muita sintonia com o influenciador – e por consequência, com o público.

Os microinfluenciadores surgiram, mas os consumidores já estão treinados para perceber um merchan de longe. O Snapchat tenta mediar esta relação marca-influenciador-público. E a estratégia é conferir transparência ao público, uma vez que o marketing de influenciadores veio para ficar.


7. De volta ao básico



Engajamento é muito importante e qualquer marca sabe disso. Afinal, conhecer seu público é a melhor estratégia para alcançá-lo. O Facebook aumentou a interação com as postagens colocando as reações em 2016.

Um estudo da rede descobriu que os usuários se sentem melhor quando interagem com as postagens, principalmente em seu círculo de amigos. Pensando nisso, a plataforma lançou o stories e experimenta uma “lista de interesses” para que o usuário possa expandir sua rede. O Instagram segue na mesma linha, enquanto o Pinterest desenvolve ferramentas de colaboração em grupo.


8. Hibridização de formatos



Decretar o fim de determinado formato é besteira. O texto já foi posto em dúvida quando chegou o rádio e o mesmo sofreu com a incerteza depois da TV. Acontece que eles se adaptaram às novas plataformas. E isso está começando a acontecer nas redes.

O queridinho da vez das mídias sociais era o vídeo. Mas seu poder de engajamento vem caindo ao longo dos anos. E qual a solução?

A imersão continua no foco – e por isso o vídeo estava em alta, principalmente com o 360º. Hoje as redes apostam em mesclar diferentes formatos para obter uma experiência imersiva, como nos Stories das redes de Mark Zuckerberg.


9. Entreter é essencial



Na mesma toada da tendência anterior, a experimentação de formatos vem com um motivo essencial: o entretenimento é a chave do negócio.
Mesmo em mídias mais tradicionais, como o Washington Post tenta transformar seu conteúdo em algo mais interativo com o leitor, com questionários, poemas e mesmo jogos no estilo newsgame.

A Netflix lançou recentemente um episódio interativo com até 5 horas de duração, caso o usuário queria navegar por todos os finais possíveis (e são muitos). Nas redes propriamente ditas, o YouTube promete reformular sua plataforma de jogos, que já conta com 50 bilhões de horas jogadas.
Então lembre-se de convidar o usuário a fazer alguma coisa com seu conteúdo!


10. O modelo chinês



A dica anterior é seguida à risca pelos chineses. A Master Kong, do ramo de alimentos, oferecia descontos para quem coletasse os emojis em seus anúncios. A Zihu, plataforma de perguntas e respostas, catalogou os 27 problemas mais comuns no metrô chinês, como onde comprar bilhetes ou instruções das linhas. Ao ler o código QR com o smartphone, o passageiro teria as soluções para suas dificuldades. O objetivo é usar o meio virtual como integração ao que acontece na vida fora das telas.

O foco é sempre o usuário. Para atingi-lo, a interação passa a ter cada vez mais importância nas redes. Afinal, em um mundo onde a privacidade no mundo on-line está em pauta, o compartilhamento de dados ficará cada vez mais restrito. Por consequência, a segmentação é afetada.

O lado negativo é óbvio. Mas o positivo é que, com a estratégia correta, o usuário sente-se mais engajado e identificado com a marca do que com anúncios tradicionais, uma vez que ele receberá vários destes. Seja com um aplicativo próprio ou mesmo utilizando as ferramentas das redes de forma criativa, a regra é clara: interação.

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